Lobo Frontal

Escrito por um Português

Múltiplas personalidades

Há tantas coisas que podemos fazer com a nossa vida que se torna complicado escolher aquilo que queremos fazer com ela! Pior ainda, ao tomar essa escolha estamos a negar uma série de outras possibilidades que não vamos poder fazer nesse contexto!

O contexto tem coisas engraçadas. É mesmo ele que nos muda os planos quando reorganizamos as nossas decisões porque dentista hoje, engenheiro amanhã; é diferente de engenheiro hoje, dentista amanhã!

É como se não pudéssemos viver uma experiência sem nos desprendermos daquilo que foram as nossas experiências passadas, e sim é a riqueza de experiências que faz da vida uma experiência única como um todo! Mas seria tão bom podermos viver vidas diferentes sem que uma afectasse a outra, verdadeiramente viver vidas diferentes em vez de vivermos a nossa vida em diferentes fases!

Parece um desperdício por cá passar e ignorar aquilo que podíamos ter sido, sem ser melhor ou pior, uma escolha diferente!

sculpture in context

Para que servem os negócios afinal?

limbo

Quando em 2008 decidi que ia estudar gestão na licenciatura tive uma conversa que nunca mais me esqueci.

A outra pessoa dizia-me “se para a nossa economia funcionar precisamos de vender mais e mais o futuro não pode ser sustentável…”. Não foi uma conversa de grandes opiniões e argumentos mas o pouco que falámos deixou-me a pensar. No meio do meu entusiasmo de começar a universidade e orgulhoso da minha decisão com o curso de gestão aquela conversa deixou-me desconfortável.

Política e Economia à parte a verdade é que se não houver crescimento na Europa nunca vamos ultrapassar a crise, porque no fundo é isso mesmo: para a nossa economia funcionar precisamos de produzir mais. Não se trata apenas de ultrapassar a crise, trata-se de encontrar formas de nos mantermos relevantes no mundo!

Até podemos dizer que os ciclos económicos são naturais, mas melhor ainda era encontramos uma forma mais sustentável de crescermos. Vivemos uma época incrível em que estamos todos conectados e isto está a criar uma onda de oportunidades brutal! Ridiculamente parece que vivemos submersos nas más notícias e estamos a deixar passar a nossa oportunidade de sairmos deste buraco!

Os empresários são os maus da fita (cicatrizes de um Estado paternalista?) mas não é só em Portugal, e a nossa desconfiança com as empresas tem alguma razão de ser a julgar pela História e pelo principal objectivo das empresas: lucro.

A febre da responsabilidade social das empresas passou depressa, a maior parte das políticas de RSC são criadas pelos departamentos de Relações Públicas e pouca aderência têm com as verdadeiras operações das empresas, o que alimenta a nossa falta de confiança nas empresas, e com razão!

Surgem novas empresas que criam valor através da inovação social. Percebemos que afinal é possível criar modelos de negócio que criam valor para a empresa, e para os consumidores. Percebemos que afinal é possível fazer lucros enquanto se ajuda as pessoas. Isto é enorme! Porque até agora tínhamos empresas a criar lucros à custa das pessoas, e do outro lado do espectro empresas a “distribuir lucros” (as organizações de voluntariado) que operam a vermelho e são tradicionalmente ineficientes…

Mesmo as empresas com políticas de RSC operam em função dos lucros e usam uma pequena parte deles para “controlo de danos” e (tentar) remediar alguns dos problemas que elas próprias criam. Um pouco ao estilo dos países que depois de bombardearem os adversários enviam um segundo avião para distribuir mantimentos às vítimas do ataque.

Hoje temos condições de criar negócios que criam valor partilhado a todos os intervenientes. Não é só a empresa que cria o valor que compramos na transação, somos nós que interagimos com as outras pessoas, e com a empresa, para criar o valor. Vivemos uma economia partilhada, que é melhor definida por economia de acesso porque é disso que se trata: abrir mercados que não eram possíveis abrir até agora. Explorar a base da pirâmide. A pirâmide podemos ser todos nós que estamos fora da empresa, ou todas as populações que vivem fora da economia que conhecemos!

A economia aberta já começou, mais ainda está a dar os primeiros passos. Esta é possivelmente “a maior revolução social desde a revolução industrial!” Temos absolutamente que fazer parte dela e perceber como funciona!

Voltando à questão inicial: para que servem os negócios? E como é que encontramos soluções sustentáveis ao nosso crescimento?? Esta pode ser uma delas, e uma excelente altura para voltar a legitimizar a empresa, dotá-la de uma função social e usar o driver do lucro para criar ciclos virtuosos que acrescentam valor à sociedade através das principais operações da própria empresa! Estas novas empresas podem ser o motor de desenvolvimento da nossa economia, e acima de tudo tirar-nos deste buraco!

“Look far, speak frankly, act firmly”

Pierre de Coubertin – Fundador dos Jogos Olímpicos modernos.

pierre de coubertin

Reforço de exames

Alguns alimentos reforçam a nossa capacidade de concentração e uma boa dieta pode melhorar o nosso rendimento no dia a dia.

Para a época de exames aqui fica uma lista de seis alimentos nutritivos para aumentar a concentração (café não conta)!

Bons exames!

1. Mirtilos

2. Chocolate preto

chocolate-gostoso1

3. Ovos

4. Salmão

5. Nozes

6. Carne vermelha

 

 Encontrei esta lista neste link.

Estamos sempre a tempo

Vidas fantásticas

Há pessoas que levam vidas invejáveis. Algum tempo atrás publiquei aqui uma frase de um rapaz chamado Colin Wright. Admito que ao ler a biografia fico com um bichinho dentro de mim a dizer que devia também fazer o mesmo! E não é de admirar se olharmos para o estilo de vida que leva este rapaz…

É um viajante a tempo inteiro; enquanto anda de cidade em cidade gere os negócios que ele próprio montou, e escreve livros que usa para financiar as próprias viagens! O mais interessante de tudo é que criou uma comunidade online com milhares de seguidores, e são eles que votam no próximo destino para ele morar, processo este que se repete a cada 4 meses!

Sem dúvida, uma inspiração para um espírito livre!

Estética 1 – Acústica 0

Um desfecho interessante sobre a acústica e o design, conforme escrevi há algumas semanas atrás. A nova Apple Store em Palo Alto tem feito notícia por ser a primeira de uma nova geração de lojas Apple. O design da loja é referido como espetacular pelo seu telhado de vidro que complementa os já famosos painéis frontais de vidro. O perfeccionismo estético evangelizado pela Apple foi alcançado em detrimento da acústica da loja. Por não ter quaisquer superfícies absorventes do som, o ruído dentro da loja ultrapassa os limites confortáveis ao ouvido humano. Cria uma experiência má para os consumidores, e uma percepção negativa com a marca. A ironia de ser a Apple, símbolo do design moderno, a cometer um erro destes prova que, de facto, na arquitetura a acústica é uma ciência reprimida.

Starbucks

Curiosamente em 1983, Howard Schultz, atual CEO da Starbucks, nunca tinha entrado num Espresso Bar. Na altura a Starbucks vendia máquinas e equipamento de café mas não tinham Cafés para consumo como hoje.
Foi depois desse evento em 1983, que ao entrar num verdadeiro café italiano Howard Schultz percebeu que a experiência do café passava tanto pelo ambiente como pelo café em si. Daí nasceram os cafés Starbucks como os vemos hoje. Exemplo do livro The Click Moment,de Frans Johansson.

Desenhar melhor acústica

Na semana passada Julian Treasure esteve no Monocle 24 a falar sobre porque é que os arquitectos deviam usar os ouvidos no trabalho. Esteve a falar sobre a acústica dos espaços por onde passamos todos os dias e como é que estão tão mal desenhados.

É interessante pensarmos que, à excepção dos grandes auditórios, todos os espaços que conhecemos têm uma acústica acidental em vez de ser desenhada. Ainda que os arquitectos desenhem os espaços com vista à função do edifício a acústica não é considerada como função do espaço.

Por ego ou competência a arquitectura atribui tendencialmente mais peso à aparência do que à função. Mas mesmo dentro da função a acústica é neglegenciada uma vez que não é visível e só acrescenta valor aos utilizadores do espaço. O resultado é que acústica dos espaços se torna um subproduto de tudo o resto.

Os arquitectos devem desenhar experiência em vez de aparência.
Julian Treasure.

O Julian questiona ainda qual deve ser o papel da arquitectura no desenho de espaços acusticamente eficientes, e fala das implicações da acústica nas pessoas. Os sons alteram-nos fisiologicamnete, alteram a nossa respiração, o batimento cardíaco e alteram a secreção de hormonas. Também sentimos alterações psicológicas, cognitivas, e de comportamento!

Já experimentaram ter uma reunião com várias pessoas em que as conversas se multiplicam pelo eco e ninguém se entende? Salas de aulas em que o mínimo ruído torna impossível a comunicação… O impacto da má acústica é sério e é sentido por todas as pessoas na escola, no trabalho, em casa e nos transportes públicos.

A conversa é muito interessante e recomendo ouvirem! Fica aqui o link (ir para minuto 25).

És tu que escolhes o teu emprego ou o teu emprego é que te escolhe a ti?

Um artigo interessante sobre as nossas opções de carreira.

Escrito pelo Hugo Pereira, antigo presidente da AIESEC Internacional.

Link para o artigo

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